Apenas vi do dia a luz brilhante Aos dois lustros a morte devorante Vagando a curva terra, o mar profundo, E enquanto insana multidão procura Bocage (1765 - 1805) |
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Soneto I
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Quantas vezes amor, me tens ferido?
Quantas vezes , Amor, me tens ferido ?
Quantas vezes, Razão, me tens curado ?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido !
Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até reagia a mão do fado,
Onde o sol, bem de todos, lhe é vedado
Depois com ferros vis se vê cingido:
Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo de existência à morte !
Travam-se gosto, e dor ; sossego, e lida ;
É da lei da Natureza ,é lei da sorte
Que seja o mal e o bem matriz da vida.
Bocage (1765 - 1805)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Nascemos para Amar
Nascemos para amar; a humanidade Enleia-se por gosto a liberdade; Qual se abisma nas lôbregas tristezas, Amor ou desfalece, ou pára, ou corre; Bocage (1765 - 1805) |
